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Monday, April 19, 2010

EScrevo agora esta carta
Para te dizer o que sinto...
Partiste sem dizer adeus
Deixando-me sem saber
O que pensar,
Fazer ou viver.
Sentei-me, determinada
A sonhar, contigo.
Com o que foste,
Com o que fomos
No curto periodo da
Primavera das nossas vidas
Onde, sob o calor do Sol e
Ao som das ondas
Fizemos promessas de amor
Eterno...
E depois partiste...
Deixaste-me vazia e sem sentido.
Quantas noites eu chorei
Por ti, por mim,
Pelo que se perdeu entre nós...
E dou comigo, agora,
A pensar em ti.

01.02.2004

Thursday, February 04, 2010

E é assim...

Voltei às palavras,
Ao ritmo das sílabas
À marcação dos parágrafos...
Ao fim de tanto tempo
Parece que não sei como as
Palavras se formam ou
Como se sentem na boca.
E ouço mais uma música
Na esperança que alguma ideia surja,
À espera de aprender a
Escrever de novo.
E penso em amarrotar
Esta amostra de poema
Para ver se ele se consegue
Tornar original...

2005-06-06

Monday, November 02, 2009

...

Para hoje, ficam dois de alguns poemas que escrevi há uns anos...


Pequenos pedaços de mim, que fazem parte do meu livro "Palavras Perdidas". Sim ele está impresso e guardadinho no meu quarto, encadernado, à espera de melhores dias :) à espera de novos poemas para se juntarem aos que já lá estão.



"Os ponteiros giram,
Mas o tempo não passa,
Quando estou contigo.
Os minutos parecem horas e
A saudade é enorme.
O silêncio é um fosso fundo e
Ouço os gritos da minha alma,
Que chama por ti.
O meu coração chora quando não estás, e ela,
A minha alma, o meu verdadeiro "eu"
Grita: "Fica comigo"
Mas, frio como a pedra,
O tempo passa e
Debaixo da chuva fria e violenta
Despedimo-nos, aquecidos pela paixão
Na ansiedade de um novo dia,
De um novo tempo mas
Não de um novo adeus."
04/09-10-2001



"A chuva lá fora cai...
Cai de mansinho para não incomodar.
Cristaliza ao pousar na
Minha gélida janela de metal.
As árvores dançam ao som do vento
Sem roupas, despidas de preconceitos
Enquanto eu,
Fechada na sala branca, mas preta de sentimento
Sinto o calor da lareira e
Divago...
Por entre as chamas me dança a alma,
Ao ritmo dos estalos da madeira seca mas
Nem por isso arrogante.
Danço para fugir desta monotonia
Das regras... do como "deve ser",
Quero ser livre e voar
Ser a borboleta que toda a gente me
Chama e não a ovelha cor de neve
Que de pêlo tão doce e macio
É apetecida e usada por toda a gente."
17-10-2009

Até breve!

Friday, July 10, 2009

Once upon a long time ago...


Para hoje, algo que eu comecei a escrever há alguns meses... Não está relacionada com a minha pessoa especial, está relacionada com algo que ocupou a minha vida durante muitos anos e cuja "relação" terminou há pouco tempo e não da melhor forma. Foram-me ditas coisas horríveis, mentiras e eu sei, lá no fundo, que essas coisas estão a ser ditas a meio mundo pelas minhas costas. É cruel, mas é a vida e eu hei-de sobreviver. Porque a verdade, no final, virá à tona. E porque a pessoa mais verdadeira na minha vida me diz que eu tenho razão.

Desculpem lá o desabafo...

(imagem foi tirada daqui)

"O nosso romance acabou como começou, com lágrimas e dor...

Começámos este amor faria em Setembro 23 anos. Quando te conheci era pequenina em quase tudo, menos no cabelo (como sempre) e em personalidade. Disseram-me uma vez que quando entrei na Escola Francesa, tinha eu três anos e uns míseros centímetros de altura, respondi à funcionária da camioneta que me levava da escola para casa: "Eu só faço o que quero e em mim só toca quem eu deixo". Os adultos tinham medo que eu me magoasse ou que os mais velhos se metessem comigo... Mas eu tinha a coragem para enfrentar um leão ou 10 se fosse preciso. Mas, voltando ao nosso romance...



Eu cheguei, tinha marcado encontro contigo, mas disseram-me que não podia entrar porque estava atrasada, mas o teu responsável tinha combinado comigo que mesmo atrasada podia entrar para te conhecer. Começei a chorar, fui para o carro e chorei lá. Isto é o que me contam porque eu não me lembro, nem mesmo do que se passou a seguir. Apenas sei que depois de te conhecer me apaixonei por ti de um modo que não consigo descrever. Um amor tão grande que se manteve comigo sempre. Até hoje. Mas hoje acabou. Acabou comigo ferida, por causa da indiferença de quem te comanda.

Durante anos deiquei-te todo o meu amor, não te dediquei a minha vida porque existiram os estudos, que fizeram com que me tornasse na pessoa que quero ser.

Sempre fui honesta contigo, nunca quis ser o que não podia nem queria ser. Sempre te disse que o meu amor por ti era real, não queria ter de prestar provas para mostrar o quanto eu te sentia, o quanto te amava ao som da música.

Escrevi um dia... "Louca por música e dança, não há melhor sentimento no mundo do que poder dançar ao som de uma música (...) Não é por ter jeito, porque não o tenho, mas tenho a música e a poesia na alma. Sinto cada compasso, cada tempo, cada acorde. Sem falhar. A música faz-me sonhar, a dança sorrir."
Nunca esperei que me pusesses num altar, mas também nunca esperei ser tratada da maneira que fui tratada por ti. Depois do que eu fiz por ti, sem esperar nada em troca, disseste-me aquelas coisas que ainda me feriram mais. A mim!!! Que dei tudo quanto tinha por amor! Nunca por querer ou achar que iria ter algum protagonismo na tua vida, e tiveste coragem de me dizer que eu era hostil e difícil. Não te preocupaste com isso quando quiseste que te fizesse algum favor. Defendi-te quando mais ninguém tomou o teu lado, defendi o meu amor por ti, a tua arte e tu disseste-me que eu tinha de me resolver, que tinha conflitos internos e que tinha de decidir o que queria ser! Eu já sou o que sempre quis ser,uma mulher adulta e responsável, feliz e de bem com a vida.

E por último, quando niguém te queria ouvir, eu ouvi; quando niguém queria saber de ti, eu apoiei-te e defendi-te e tudo o que eu ouvi da tua boca foi que não valia a pena ter feito esse esforço todo.
Portanto tomei a decisão de te deixar, não aguento mais anos de sofrimento... Sei que me custa, sei que vai custar a passar, mas sempre que penso nas palavras que me disseste dá-me vontade de chorar, mas também de ficar enraivecida porque me lembro de tudo que fiz...

Mas se calhar, Deus existe e quando chegarmos ao momento final veremos a sua decisão. Eu pelo menos sei que vou de consciência tranquila, porque quem me conhece dá-me razão. E tu, podes criar todos os boatos que quiseres acerca de mim porque no fim a verdade vem sempre ao de cima e eu não tenho nada que temer.

Acabou o romance, mas eu hei-de continuar com a minha vida, porque ela existe muito para além do amor que eu tinha por ti..."

Fico-me por aqui...
Até breve!

Tuesday, June 23, 2009

Menu do dia: Os meus poemas

Queria acordar,
E ver o nascer do sol,
Olhar a cor rosa do céu e
Senti-la crescer cá dentro,
Como borboletas a voar no
Estômago e
Ser feliz...
Queria sentir
O azul do céu quando se põe
Em dia de Inverno,
Sentir o frio a ferir
Para adormecer
A dor...
Queria ouvir
As ondas do mar
A baterem-me no corpo
E não sentir
O sal...
Queria...
Queria é o tempo verbal
De quem sonha,
É sentir a paixão e
Não poder tê-la
Cá dentro,
É ter o mundo
Dentro de nós e
Nada nas mãos...
É sentir um verdadeiro
Amor pela vida e
Não o perceber.

Isabel Sousa
11-02-2003

Monday, March 23, 2009

Se eu tivesse asas, viajaria para espaços infinitos; voaria ao encontro do fim do mundo: Subiria uma montanha íngreme, ou mergulharia nas profundezas do Oceano escuro e frio. Voaria ao som de um vento quente de um deserto, à velocidade de uma folha num dia vermelho de Outono, ou simplesmente descobriria a razão de um sonho. Se eu tivesse asas, viajaria as viagens da minha imaginação.

Isabel Sousa
Março 2000

Thursday, March 05, 2009

Só...
Só na noite fria
Do Inverno duro.
A noite vai longa, e
O sono não vem
Olho a escuridão à procura de algo,
Que não vejo.
Ouço o silêncio da noite
Na minha respiração.
Sinto-me.
A minha presença é evidente
No quarto...
O choro,
A incerteza,
O medo...
À noite, dispo a carapaça,
Deixo-a a um canto,
Torno-me frágil.
É a noite que choro,
Para que ninguém veja;
É à noite que sofro,
É à noite...
A janela dá para a escuridão.
Para o vazio de uma
Noite sem estrelas,
Para uma noite sem Lua.
É à noite que a minha alma
Chama,
Que me queima de dor;
É à noite que ela voa.
É na luz da Lua que me
Ilumina,
Para viver,
Para aprender...
Para nunca mais sofrer.

2002.01.14

Friday, February 20, 2009

Poema II

Se alguém conseguisse ver
O que vai dentro de mim
Via um mundo completamente
Diferente...
Um mundo onde o Sol
Não brilha,
Onde o vento não passa
E onde todas as palavras
Têm sentido e,
Onde não têm sentido
Nenhum.
Um mundo frágil que só eu
Sei alimentar
E onde todos os dias
Há uma nova ferida
Para sarar.

Isabel Sousa
2006

E o poema perdedor é...

Chegaste no comboio
das três...
Cabelo ao vento,
Sorriso ao alto
Desse ser lindo que é
Meu.
Passeamos de coração
Dado,
De almas entrelaçadas
Por entre horas
Perdidas em momentos
Que perduram
E o dia passa por nós
Como um sopro do vento
E chega a noite...
Uma lua vermelha
Num céu de canela, onde
Se soltam os amores e
Sussuram as
Palavras...
Morremos no silêncio
De uma estrela que cintila
E a noite é um conjunto
De sabores
Que se perdem
Em nós, como o
Respirar do mar...
E, partiste, como vieste,
No comboio das três...
Cabelo ao vento
Sorriso ao alto
Desse ser que és tu,
E tu és meu.

Isabel Sousa
2003

Tuesday, October 07, 2008

E por último...

O frio gelou-me a cara na
Tarde quente de um Agosto distante.
Com ela, congelei na mente a expressão
Da minha face quando
Me disseste que não...
Que não me amavas mas que não
Sabias porquê...
O porquê do teu amor sem me amares
Lembro-me...
Tropeçavas nas palavras e não me dizias
A verdade, cara a cara
Sem medos nem receios de incompreensão.
Na tentativa de me iludires
Mentiste-me, quando na tua cara de miúdo
Mostravas insegurança.
Na recordação, ficou a mentira, a cobardia
De não admitir que
Acima de tudo me amavas
Não sabias era como amar.

E por hoje é tudo

Até Breve!

Sem título

Olho a noite e sinto a tua falta. Procuro, nesta noite, um lugar para nós.
Soletro ao vento as palavras que me perseguem para te alcançar outra vez.
Frases soltas que profiro mas, solto significa livre, tal como o amor...
Deixo que o vento negro me leve até ti para te sentir mais uma vez antes de mergulhar na teia dos meus sonhos.
Preciso do teu toque, do teu amor, do teu carinho, do teu cheiro... Ainda mal deixei de te ver e já sinto a tua falta, como quando preciso de respirar e tu não estás.
Procuro e não te encontro. Corro pela cidade fora procurando-te. Voo no desespero de te encontrar. Qual borboleta, qual som celestial, tenho medo de te perder. Sinto-me vazia sem ti, preciso do teu toque para sentir o teu calor, para acalmar a minha alma inquieta, para me segurar quando o mundo me atacar.
Repito-me incessantemente, mas não encontro discernimento para encontrar outras palavras. Revolvo a mente mas a voz do coração fala como um revolucionário inconformado. Procuro o calor das nossas tardes recordando um olhar, um beijo, uma palavra sussurrada na multidão, a cumplicidade das nossas almas. Ajo como uma louca, mas não é verdade que o amor é para os loucos? Então deixem-me viver louca e livre. Vivo a insanidade do meu ser, na procura do teu.
Encontro o nosso lugar. Ali,..., ali naquela estrela brilhante,..., aquela que brilha sempre, mesmo quando não se vê.

Nocturnos II

Hoje vai ser um dia de posts em português...

Uma série de palavras que eu juntei para formar o que se chama de frase, no fundo com o intuito de criar algo a que se pudesse chamar, numa dimensão alternativa, de poema. Às vezes produzo na minha cabecinha uma série de palavras atabalhoadas que depois tento, e repito, tento polir e fazer algo interessante delas...

Aqui ficam alguns exemplos...

"Volto a entrar no sonho que preenche a minha vida. Volto ao meu vício, à minha razão de ser. Volto, para desta vez, te encontrar.
A dor parece ter desaparecido e no seu lugar é o sentimento de loucura que me invade. Oh! Como é doce e viciante esta sensação de insanidade!
Neste sonho, viajo constantemente... Viajo neste comboio chamado vida à velocidade de um suspiro. O vento frio acaricia-me a pele e as paisagens outrora negras e frias, acenam-me como que a dizerem-me adeus.
Adeus... Será esta a última manifestação deste sonho ao qual eu teimo voltar, como se da minha vida se tratasse? Este permanente sonho, que já faz parte da minha singela presença neste mundo, não irá desaparecer. Irá sim, continuar, mas contigo, pois tu é que me iluminaste a vida quando ela já não tinha brilho e jazia vazia no chão de um jardim abandonado e sombrio.
O meu sonho, sim, meu porque mais ninguém o partilha, mais ninguém o sente, mais ninguém o vive, vai acompanhar-me sempre, quer eu esteja entregue à loucura do amor, ou afogada nas trevas da solidão. Vai lá estar para me lembrar do longo caminho que eu percorri até chegar à tua luz.
Finalmente encontrei-te. Permaneceste nessa tua luz, desde o início deste sonho, mas só agora te encontrei. O meu coração, regido pela razão da tua luz, encontrou finalmente a paz que ansiava.
Respirando agora a paz, faço-me à estrada dos sonhos para poder sentir, viver, respirar o vício da loucura proporcionado pela tua luz."

Até daqui a pouco

Saturday, September 13, 2008

Algo muito antigo... retirado do fundo do baú

Aqui fica algo descoberto no fundo do baú...

Tem uma frase que eu considero a frase mais feliz que criei...

Lá fora, o frio instala-se.
O vento varre a noite, varre a dor, sussurra-me palavras doces. Serão elas as palavras que me envias todas as noites? Aquelas que me envolvem no meu sono, protegendo-me como uma pérola cuja concha se perdeu?
Os vultos negros e vazios perseguem-me. Atormentam-me a alma. Sinto-me perdida na noite e, por vezes, o sofrimento invade-me sem pedir licença. Sim, aquele que te arranca a alma, a arrasta pelo chão e te deixa a olhá-la sem teres forças para pegar nela e a tratar.
Mas, mesmo assim, entro nessa noite escura e fria. Já fui devastada, assolada, mas mesmo assim continuei em frente, com a força na mente, lágrimas nos olhos e coração na mão.
Entrei nas trevas gélidas da noite para ir ao teu encontro. Pegaste-me na alma, e deste-lhe a confiança que com ela tinha sido perdida. Talvez não tivesse sido perdida, mas sim terrivelmente agredida.
Demónio de nome, anjo de alma, protegeste-me à luz da minha vida, debaixo de um luar que eu recordo sempre que o frio da noite me gela o espírito.
Quero gritar, ser livre mas, o medo é contagiante e fecho-me numa concha onde é difícil chegar.
Sonho na noite de olhos abertos. Recordo os nossos momentos. Doidos de alma ao vento, temos o vício das palavras e dom do sentimento.
O caminho é longo e o que me rodeia é, à luz da sombra, estanho e perigoso. Sei que é por percorrê-lo que encontrarei o caminho de volta. Mas, a vontade de me perder nos meus sonhos é avassaladora, pois é lá onde tu, anjo, tomas conta de mim.
Sobrevivo a tudo porque não fui feita para perder. Tenho a vida pela frente mas tenho muito a temer.
De volta à sombra da noite, procuro a tua voz, para que para já, o que temos não seja perdido para sempre. Continuo o meu caminho em busca da luz, onde chegarei e continuarei o meu sonho, mas à tua luz, meu anjo protector.

Até Breve!

Monday, June 16, 2008

2008 em grande, ou não...

Um poema de 2008...

Em português...

Quem me dera
Poder condensar em mim
Cada suspiro do teu ser
Quem me dera
Poder congelar a imagem
Quando me sorris
Com esse sorriso lindo
Que fazes só para mim.
Quem me dera poder partilhar contigo
Todos os segundos do meu dia
Sem serem necessárias palavras
Quem me dera ter-te,
A meu lado,
Ns noites em que não consigo dormir
E que me abraçasses,
E todo o mal que me ataca
Fugisse para sempre...

26.05.2008

Até Breve!

Walking away

Para hoje algo que surgiu no fim de semana... Já não escrevia em inglês há muito tempo, parece que já nem conheço as palavras, parece que já nem sei escrever, espero que a inspiração volte...

I am walking out the door
Of the life that we once knew
No need to turn back time
No need to try no more
I've shed my share of tears
Poured all my heart and soul
And you just walked away
On something that you chose to ignore

And I fought and fought again
All the pain
you made me feel
And I tried to rip away
This love that cuts as steel
I cried and cried in vain
To bare my life with you away
I lie in bed at night
Wishing this would go away

I remember the days
You told me you were mine
All the words you said
Keep ecoing in my mind
And I still can't understand
Why you left me on a whim
To try somebody knew
Just to prove me you could win

And now you want me back
Say you can't live without my love
Newsflash! I've moved on
Just leave my heart alone
I found somebody new
Someone who understands
That love is not a game
That you chose to play

I fought and fought again
All the pain you made me feel
I tried to rip away
That love that cut as steel
I cried and cried in vain
To bare my life with you away
Now I lie in bed at night
Celebrating the day I walked away

15.06.2008

Até Breve!

Tuesday, May 27, 2008

poema em duas partes

I

Caminho...
Sempre em frente,
Com um só destino
Ando...
Ando até queimar as solas dos pés,
Até a pele secar,
Ando, ando, sem parar
Subo...
Subo o monte íngreme,
E escorregadio
As pedras agudas
Cortam-me as pernas,
Marcam-me os pés,
Magoam-me as mãos
Chego...
Chego ao cimo e
Respiro o ar puro,
Límpido e cristalino.
O sangue escorre mas,
Não sinto a dor...
Cheguei a ti e grito de cima do mundo
O teu nome:
Liberdade.



II

Olho...
Olho de cima a minha liberdade
Sinto...
Sinto o poder que ela me traz,
A vida que ela me dá,
O sonho que ela é
Respiro...
Respiro a alma do mundo,
Respiro-a para que ela se funda
E ensine a minha.
Aprendo...
Aprendo que a dor não é dor
Se não for sentida,
Que não há dor que não ensine
Vejo...
Vejo a liberdade nas asas de
Uma águia-real,
Na força do vento,
No sangue que escorre
Mas do cimo do mundo,
Vejo-a agora em mim.

Um poema de 2001... Em breve virá um poema de 2008

Até Breve!

Tuesday, May 20, 2008

...

O vento sopra
Por mim
A brisa que me faz
Sonhar.
Um ar oriental que
Toma conta de mim
Os cabelos soltos
Ao vento
Envoltos, em especiarias e
Cores fortes
O vermelho quente
Que se prolonga
Num azul frio.
Saibo a canela
Sou açafrão,
Das índias
Não consigo perceber
O vazio que há em mim...
Nenhuma ideia
Coerente,
Ou pura e simplesmente
Um pecado original.

Um poema de 2002... Antigo mas a inspiração não tem batido à porta...

Até Breve!

Thursday, September 20, 2007

Parte III

Três dias após ter partido... Não está a resultar... Não me consigo pôr melhor. Dói demais sentir-me assim! Quero um análgésico para a alma. Quero poder sentir-me adormecida da dor até ao dia em que a morte me levar.
E, sinto-me mais perdida do que nunca. Adeus amigos! Adeus dor! Adeus vida malvada! Morri para ti e, agora, vou renascer para mim.
Parti de novo mas não fugi... Parti para o local de partida, parti para onde achava que devia sair mas onde sou realmente feliz...

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Bem, não se pode dizer que tenha sido o melhor fim para esta história mas na altura foi do que me lembrei...

Até breve!

Friday, September 07, 2007

Para hoje, uma história

Hoje decidi "postar" uma história que eu tempos me lembrei de escrever. Quando não tinha mais nada para fazer ou inventar... Nos tempos que ainda tinha imaginação...
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“Diário de uma viajante” – Parte I

Parti hoje à procura de uma nova aventura, de um novo caminho, de uma nova vida para mim.

Hoje a Maria faz anos, não me posso esquecer de lhe escrever um postal. Vou ter tantas saudades dela… Mas tenho de seguir este novo rumo. Tenho de fugir de tudo que me faz infeliz e incapaz.
Cheguei às 10h ao meu destino… Uma praia algures na costa onde só se vê o mar, ninguém me conhece e onde posso começar de novo.
Começar de novo… Faz-me lembrar uma série de televisão que eu costumava ver quando ainda achava que podia ser feliz.
Vou adormecer. Esquecer-me de mim e sonhar com o amanhã, porque é sempre um novo dia.
Amanhã compro um postal de aniversário para a Maria… Sem falta!

Parte II

Um novo dia…

Acordei com uma sensação de vazio, como sempre, dentro de mim. Teima em não me abandonar
Comprei o postal mais lindo do mundo para a Maria. É impossível de descrever, espero que ela goste. Vou-lhe dizer o quanto sinto a falta dela e das nossas conversas mas, preciso de ficar sozinha para resolver a minha vida.
Hoje dei por mim a pensar nos meus amigos. Que saudades! Como estará a Natália? Terá saudades minhas? E o seu Nuno? Que saudades das suas piadas! E a Carla e a Mónica? De que discutiram elas agora? Só posso imaginar =) e a Teresa e o Filipe? E a Beatriz? Será que vai escrever um poema sobre mim? Estará a Joana a fumar de preocupação? E o Pedro? Terá reparado que eu parti?
Tantas questões cansaram-me e, assim, adormeço ao pôr-do-sol da praia deserta à qual vim parar com a esperança de voltar a sorrir.
Adeus por hoje. Boa noite amigos, espero que saibam que vos adoro e não consigo passar um dia sem pensar em nós.
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A parte III vem num próximo post

Até Breve!

Wednesday, November 29, 2006

Um sentimento

Para hoje, um poema... Parece que ultimamente só consigo escrever em Inglês. Estou a prescisar de uma pausa para parar, reflectir e sentir... O mar, o vento, a vida.

Aqui vai...

Seems like distance
As come between us...
I was waiting for you
Last night but,
Once again,
I stood alone.
I was waiting for you
To see me shine
To see me smile
But instead,
A group of strangers
Did that.
I looked for you
In the vast croud,
Not even a glimpse
An image of you.
A message was all I got
As I stood alone,
Once more,
On stage,
As the lights faded
On me.

(11-11-2006)

Até Breve!